História
História
Como o próprio nome do clube indica, o futebol é a modalidade principal do FC Porto - praticada com exclusividade aquando da sua fundação em 1893. Na reactivação do clube em 1906, o futebol voltou a ser a força motriz (porque o refundador José Monteiro da Costa, como o fundador António Nicolau d'Almeida, se apaixonara pela modalidade na Inglaterra), embora houvesse também lugar à prática de outras modalidades. Ainda em 1906 o FC Porto construiu o Campo da Rua da Rainha, um pequeno complexo desportivo que incluía um campo relvado (o primeiro de Portugal) com as medidas regulamentares para a prática do futebol.
O primeiro título oficial do futebol portista, conquistado em 1911, foi a Taça José Monteiro da Costa, o campeonato do Norte de Portugal, em cujas seis edições o FC Porto arrecadou cinco troféus. As primeiras três décadas e meia foram recheadas de vitórias para o futebol portista, inicialmente nos campeonatos regionais e depois a nível nacional, tendo conseguido o feito histórico de vencer a primeira edição do Campeonato de Portugal (a primeira competição de âmbito nacional em Portugal), que deu origem à Taça de Portugal, em 1922, do Campeonato da Liga, precursor do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, em 1935, e do próprio Campeonato Nacional da Primeira Divisão, em 1939. Nessa altura, o FC Porto havia já abandonado o Campo da Rua da Rainha, passando para o Campo da Constituição, e já sonhava com um novo recinto, dado o acelerado crescimento do clube.
Os tempos que se seguiram, contudo, não foram positivos - o FC Porto passou 15 épocas sem ser campeão, de 1940 a 1955; nesse período venceu apenas campeonatos regionais e um nacional, mas de juniores. O jejum foi quebrado na histórica época de 1955/56. Histórica foi também a vitória, em 1948, sobre o Arsenal de Londres (então considerada a melhor equipa do mundo), que os sócios e adeptos fizeram questão de assinalar, oferecendo ao clube um magnífico troféu com mais de 300 quilos, 130 dos quais em prata maciça. A partida teve lugar no Estádio do Lima, propriedade do Académico, que o alugava ao FC Porto em alguns jogos, dadas as limitações da Constituição. O FC Porto chegou também a jogar no Ameal, do Sport Progresso, mas com a inauguração do Estádio das Antas, em 1952, passou a dispor de um recinto à medida da sua grandeza.
Os títulos nacionais voltaram em 1956, com a conquista da primeira dobradinha, e o mesmo ano marcou a estreia do FC Porto nas competições Europeias, frente ao Athletic Bilbao - na Taça das Cidades com Feira, que viria a chamar-se Taça UEFA, criada na época anterior. Porém, apesar do final da década de 50 ter sido positivo para o FC Porto, que voltou a sagrar-se campeão em 1959, a década seguinte não reservava grandes feitos ao futebol portista, antes um segundo e ainda mais longo jejum: desta vez entre 1959 e 1978, período em que os seniores do FC Porto conquistaram apenas duas Taças de Portugal (1968 e 1977). No ano seguinte quebrou-se o jejum, sob o comando de José Maria Pedroto, cognominado "o Mestre" e afectuosamente tratado como "Zé do Boné". Com Jorge Nuno Pinto da Costa como director do futebol e Américo de Sá como presidente, o FC Porto regressava às vitórias empunhando a bandeira anticentralista, de afirmação da região Norte e da cidade do Porto. É com José Maria Pedroto que ganha corpo a "mística", palavra ainda hoje tantas vezes aplicada para fazer referência à união e à garra dos jogadores portistas. O FC Porto foi bicampeão em 1977/78 e 1978/79, tendo Fernando Gomes arrecadado o título de melhor marcador em ambas as épocas.
Em 1982 Jorge Nuno Pinto da Costa assume a presidência do clube, marcando uma viragem determinante na sua história. Um dos seus principais objectivos, chegar a uma final europeia, é alcançado dois anos depois: em 1984, em Basileia, o FC Porto perde a Taça das Taças frente à Juventus, numa partida em que foi orientado por António Morais, adjunto de Pedroto, já que o "Mestre" se encontrava de cama, lutando contra um cancro em fase terminal. Viria a falecer em Janeiro de 1985, não tendo possibilidade de assistir à glória que o futuro reservava à sua equipa dois anos e meio depois: em Viena, sob a batuta de Artur Jorge, o FC Porto conquista a Taça dos Clubes Campeões Europeus 1986/87, vencendo por 2-1 o Bayern de Munique com um fantástico golo de calcanhar de Rabah Madjer. No mesmo ano, já sob o comando de Tomislav Ivic, vence a Taça Intercontinental (contra o Peñarol de Montevideu) e a Supertaça Europeia (contra o Ajax de Amsterdão), tornando-se imediatamente o clube português com mais títulos internacionais. Entretanto, Fernando Gomes confirmava o seu estatuto de goleador com a conquista de duas botas de ouro, em 1983 e 1985.
A nível interno, ao longo dos anos 80 o FC Porto foi começando a assumir algum domínio, mas foi na década seguinte que esse domínio foi avassalador: sagrou-se campeão oito vezes, cinco delas consecutivas, entre 1994 e 1999 - o Penta, primeiro com Bobby Robson, depois com António Oliveira e com Fernando Santos a fechar a contagem. Nesta gloriosa caminhada tiveram especial sabor o Tri, que o FC Porto nunca conseguira (apesar de, até ali, já se ter sagrado bicampeão outras quatro vezes), o Tetra, que igualava um record do Sporting com mais de 40 anos, e, naturalmente, o Penta, marca nunca antes atingida por qualquer equipa portuguesa. Na época em que o FC Porto conquistou o quinto campeonato consecutivo, Mário Jardel foi o melhor marcador da Europa, arrecadando a bota de ouro - a terceira na história do clube.
No ano do Tri, 1997, o FC Porto constituiu a FC Porto, futebol, SAD (Sociedade Anónima Desportiva), cotada em bolsa, que passaria a ser responsável pela gestão do futebol do clube. Jorge Nuno Pinto da Costa acumulou (e acumula até à data) a presidência do clube e da SAD.
Depois do Penta, o FC Porto esteve três épocas afastado do título, reconquistando-o pela mão de José Mourinho em 2003, o ano em que venceu tudo: o campeonato, a Taça de Portugal e a Taça UEFA (em Sevilha, contra os escoceses do Celtic). O feito foi apelidado de "tripeirinha", um cruzamento entre tripeiro e dobradinha. O ano seguinte reservava ao FC Porto uma glória ainda maior, com a vitória na Liga dos Campeões (contra o Mónaco, em Gelsenkirchen), mais uma vez acompanhada do campeonato nacional e à qual se somou ainda, já não com José Mourinho, mas com o espanhol Victor Fernandez, a vitória na Taça Intercontinental contra o Once Caldas - a última, já que em 2005 esta foi substituída pelo Mundial de Clubes.
Entretanto, em 2002 havia sido inaugurado o Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, pela Fundação PortoGaia (criada pelo FC Porto e pela Câmara Municipal de Gaia), e em 2003 o Estádio do Dragão. Com estas novas infraestruturas, o FC Porto passou a usufruir de instalações, equipamentos e condições de trabalho francamente superiores aos disponíveis até aí.
No final da época 2003/04 seguiu-se um período conturbado, com a saída do treinador ligado a estes êxitos e da maioria dos melhores jogadores. Provavelmente nenhum clube no mundo realizou tamanho encaixe financeiro nesse ano, mas isso acabou por se reflectir na qualidade da equipa. Algumas apostas em jogadores não resultaram, já para não falar que a época 2005 conheceu 3 treinadores. Nesse ano o FC Porto «só» conquistou a Supertaça e a Taça Intercontinental.
O ano seguinte provou a todos que, no FC Porto, os ciclos negativos são muito, muito curtos, por muito que isso custe aos nossos rivais. O FC Porto conquistava o seu 21º título nacional,a sua 13ª Taça de Portugal e a sua 15ª supertaça. Em 2006, o FC Porto conquisto o «bicampeonato». Vítor Baía, um dos grandes símbolos da história do clube retirou-se em grande, terminando uma carreira cujo palmarés não tem paralelo no mundo inteiro.
In wikipedia



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Comentários (3 postado):
TEMOS DE CONTINUAR NESSA SENDA VITORIOSA.
Mas sim, o PORTO é a história em plantel.
Não há ninguém que possa dixer o contrario
Amo-te PORTO