Jesualdo fala da crise
“Estamos a sofrer de forma atípica. Não entendo que os golos sejam provenientes de um menor entendimento entre a equipa ou que advenham de um processo errado, mas há níveis de concentração que temos de elevar para que tais situações não aconteçam."
O professor analisou a actual situação do FC Porto e associou a crise de resultados a problemas nas balizas. O golo, confirma-se, é a chave, refutando assim as observações de quebra de qualidade no seu plantel.
“Temos de fazer os golos que o nosso jogo ofensivo potencia e evitar os que temos sofrido”, apontou, especificando sobretudo a fraca performance defensiva: “Estamos a sofrer de forma atípica. Não entendo que os golos sejam provenientes de um menor entendimento entre a equipa ou que advenham de um processo errado, mas há níveis de concentração que temos de elevar para que tais situações não aconteçam. Os golos não estão a nascer da incompetência colectiva.”
Ou seja, há causas individuais na base da perda de consistência dos dragões, sendo que as debilidades na retaguarda se fazem acompanhar de insucessos no ataque. “Vamos na nona bola nos postes. Eles estão lá porque fazem parte do enquadramento da baliza, mas chegou o tempo de as bolas bateram no poste e entrarem ou passarem um palmo mais ao lado”, lamentou Jesualdo Ferreira.
Em suma, o técnico reforçou a sua confiança no caminho percorrido: “Não nos vamos desviar.”



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