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Beber da Taça... o bom sabor de ganhar!!!

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Alvalade recebe o prato forte da eliminatória da Taça Portugal Millennium, o embate é como muitos apelidam de um duelo de iguais. Será a 35ª edição ou reedição do clássico que nesta competição tem tónica no equilíbrio; na balança, o fiel aponta para 12 vitórias azuis e brancas, contra 11 empates e outras tantas derrotas, no que aos golos diz respeito a supremacia é ténue, 46 os apontados por Dragões, mais dois que os sofridos (44).

Saciado o jejum de vitórias, aguça-se o apetite do Dragão para o sabor da Taça. Em compita, dois emblemas cuja história se confunde com a da própria competição em causa. Depois de cozinhada na Sertã a passagem à IV eliminatória, quis o destino (inusitado digo eu…), que Dragões e Leões voltassem a ter de medir forças em tão pouco decurso da época desportiva lusitana.

Alvalade recebe o prato forte da eliminatória da Taça Portugal Millennium, o embate é como muitos apelidam de um duelo de iguais. Será a 35ª edição ou reedição do clássico que nesta competição tem tónica no equilíbrio; na balança, o fiel aponta para 12 vitórias azuis e brancas, contra 11 empates e outras tantas derrotas, no que aos golos diz respeito a supremacia é ténue, 46 os apontados por Dragões, mais dois que os sofridos (44).

Do histórico dos duelos ressaltam as quatro finais disputadas, sendo que três delas tiveram sempre direito a finalíssima, excepção feita a da última época onde o prolongamento tudo decidiria em favor dos viscondes, dando nova igualdade em termos de finais, duas para cada lado. O braço de ferro é tão ou mais intenso que nunca um desafio com estas características em fase adiantada da prova se resolve em 90 minutos, sendo os pontapés da marca de grande penalidade a última da vias de resolução.

Os duelos entre portistas e leões na segunda prova mais importante do calendário futebolístico luso não se resumem, porém, às finais e em termos globais os Dragões contam mais apuramentos (11 contra 8).

Se de história estamos conversados, no que a futebol diz respeito, o braço de ferro promete ser tenaz, duas equipas que ainda a semanas atrás viam pender sobre si o estigma dos maus resultados, aparecem agora com a moral em alta, resultado da forte capitalização dos resultados uefeiros.

Apostados em não descurar o objectivo "taça", os lagartos após o histórico apuramento para os oitavos da Champions, prometem continuar a senda de êxitos, sem conhecerem o sabor da derrota há quase cinco anos, o leão tem rugido forte, como nunca antes, consolidando posições na luta pelo “caneco”. A exibição sportinguista na Champions teve o condão de deixar transparecer a evolução da equipa, deixando de sobremaneira o Dragão avisado para a enaltecida organização e consistência defensiva e consubstancial melhoria ofensiva, a que o regresso do levezinho não será alheio.

Depois da roupagem dada por Paulo Bento ao seu losango no confronto para a liga sagres, (Yannick ocupou um dos vértices), estes aparecem agora configurados de forma mais sólida, com Romagnoli subtraído ao onze, os leões ganham maior poder de articulação na zona intermédia do terreno, com Veloso a seis, Rochemback e Izmailov a serem médios interiores, perdem expressão nas alas, mas ganham expressão colectiva com o apoio de Moutinho à dupla Liedson/Postiga, lançando o jogo para níveis de maior pressão e posse de bola.

Com os pressupostos a verificarem-se, não deixa de ser verdade que os viscondes denotam, apesar do ciclo de inviolabilidade da baliza de Rui Patrício, tremedeira onde por vezes os níveis de ansiedade ousam colocar o Sporting a beira de um ataque de nervos, com sérios problemas de ligação entre sectores, onde a dificuldade de interligar o primeiro passe, coloca o adversário às portas de rápidos contra ataques, aprisionando a manobra e pondo a zona nevrálgica do terreno em permanente inferioridade numérica.

O técnico leonino, deposita legitimas aspirações na passagem a ronda seguinte, contando para tal com o equilíbrio de acções a serem empreendidas, escudado na eficácia do seu ataque, apesar de pouco produtivo e no rigor táctico que sempre transmite, sabe contudo que do outro lado vai estar um Porto que na boca de Jesualdo se apresentará a jogo para ganhar.

A visita dos Dragões ao Alvalade XXI reveste-se de naturais curiosidades, revitalizados pela vitória na Ucrânia frente aos Czares do Dynamo, desde logo porque na pretérita visita aos lagartos, os portistas apresentavam-se a jogo depois de cilindrados em Londres pelos Gunners, haveriam os noventa minutos dessa partida devolver a liderança da liga aos azuis e brancos, mas impensavelmente seriam o ponto de partida para a fase mais acabrunhada da época e de menor fulgor exibicional.

Muita tinta correu desde então até que o minuto 93 e o golo de Lucho, resgatou o Dragão de novo desaire e das naturais consequências imprevisíveis, devolvendo os homens de Jesualdo a registos mais consentâneos com a sua valia. Apostados na redenção de um ciclo, os azuis e brancos direccionam atenções a competição interna onde movendo-se sobre um bom resultado poderão agora confirmar se esse resultado no Leste será ou não o inicio do caminho para o fim que se objectiva.

Se em Kyiv houve méritos incontornáveis associados a novos ventos de fortuna, para a visita a 2ª circular, há a promessa de não mudar a identidade do Dragão no que respeita a empenho, luta e organização, no entanto a convocatória deixa desde logo lugar a novas mexidas na base do onze azul.

Sapunaru não entra nas contas, com os laterais a mostrarem gritantes fragilidades, o dragão procura nova farpela, frente ao dynamo Pedro Emanuel foi a solução para o lado esquerdo da defensiva, contudo a solução passou por ser apenas parcial pois o capitão apesar de dar voz de comando ao ultimo reduto, não tem ritmo para a totalidade do jogo e convive mal com acelerações, podendo como tal justificar-se a presença do regressado Fucile, fica a dúvida se a direita ou a esquerda???...

Se muito se fala do deficit das laterais, não será de todo justo que não se meta a colher na vertente ofensiva, Rodriguez apesar da razoável exibição e de ser opção regular, carece ainda da plenitude de afirmação nos envolvimentos e dinâmica, quem também apareceu e se espera poder ser solução para a melhoria do rendimento foi Tarik, ainda que longe da melhor condição física, afigura-se como municiador e peça fulcral do tridente ofensivo preconizado pelo mister azul e branco.

É no centro do terreno que habitam os maiores medos de Jesualdo, Meireles tem lugar cativo nos processos de jogo, Lucho apareceu mais relacionado com o jogo, subsiste a incógnita para a posição seis do futebol portista, Fernando tem vindo a perder alguma da importância, crescendo a possibilidade de Pelé entrar nas cogitações.

O médio ex-estrela da amadora pode até nem perder a titularidade sendo atirado para a lateral direita onde se pode ver envolvido na luta pelo lugar com o argentino Tomas Costa.

Pelé tem saltado do banco mais amiúde, tem conferido uma maior consistência ao meio campo, o que adicionado a outras diferenças inerentes a sua condição de jogador quando em comparação com Fernando, motivadas pelo conhecimento do catenaccio e que lhe dá outra envolvência no jogo, permitindo que Lucho e Meireles se incorporem nas transições e os aproxime muito mais da área adversaria, capazes de confinar mais e melhores movimentos de ruptura e qualidade do último passe.

É pois um Dragão por ora mais convicto das suas potencialidades, que apesar de reconhecer no adversário dificuldades, parte a conquista do passaporte para eliminatória seguinte, sou apologista que face a estratégia de jogo a apresentar pelo conjunto leonino, Jesualdo deveria optar por um esquema de 4x2x3x1, o duo de meio campo mais recuado permitiria aprisionar as movimentações de Moutinho que sabemos ser um médio mais de ligação e não tanto de decisão, com gente capaz na alas os médios interiores do losango verde ver-se-iam obrigados abrir em demasia por forma a poderem por cobro as acções pelas faixas, sendo dessa forma um complemento dos laterais leoninos, provocando no losango leonino a inferioridade numérica e aumentado a sensação e solidão do cabeça de área, (Miguel Veloso), que teria de acorrer a demasiados fogos.

A festa da Taça esta ai, o troféu em disputa não se compadece com margem de erro, este é bem ao jeito do mata-mata, só um dos contendores logrará prosseguir com direcção ao Jamor, pouco interessa se o jogo surge em fase prematura da competição ou não, o futuro é aqui e agora e se ambicionamos a Taça só nos resta mesmo um caminho… GANHAR!!!!

LISTA DE CONVOCADOS:

Guarda-redes: Helton e Nuno.
Defesas: Fucile, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Rolando, Stepanov e Lino.
Médios: Fernando, Guarín, Lucho González, Pelé, Raul Meireles e Tomás Costa.
Avançados: Mariano González, Hulk, Lisandro, Cristián Rodríguez e Tarik Sektioui.
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Comentários (1 postado):

fernandes.vm on 09 November, 2008 09:44:55
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A equipa previsível seria essa.
isto porque a não covocação de Sapunaru, desde já abriria a vaga para defesa direito. O problema continuado seria a esquerda e compensaria com o experiente Fucille nessa posição, e  a adaptação final de Fernando à direita no jogo com o Dínamo até se revelou acertada, pois defende muito bem.

No entanto, penso que Pedro Emanuel poderá ocupar o lado esquerdo e Fucille dinamizar a lateral direito.

Seria então a dupla: Pedro Emanuel/Rodriguez em que o defesa ficaria mais fixo e daria mais liberdade ao médio interior esquerdo.
A outra dupla seria Fuccile/Tomás Costa, dois bombardeiros da resistência a rebentar a ala esquerda  do Sporting, subindo em alternância e sendo dois jogadores com adptidão para defender bem.

Mas concordo e é bem visto a alteração na direita, pois não seria de esperar que a não convocação de Sapunaru fosse para colocar Fernando a defesa direito e posicionar Pelé na zona central.

Mas cá fica o meu palpite:

Helton, Fucille, Bruno Alves, Rolando, Pedro Emanuel, Pelé, Raul Meireles, Lucho e Tomás Costa, Rodriguez e Lisandro.
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