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Para a Naval de Morais… um Porto de bons costumes!

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Depois de ventos e marés no mar Leixonense, que redundaram em fartos rombos na nau Draconiana, é tempo de amainar a tempestade e preparar a visita forasteira a praia Figueirense, mais que nunca urge atalhar caminho e procurar novos ventos com destino aos objectivos traçados no inicio da época. Casa onde não há p(ã)ontos todos ralham e aos adeptos ninguém dá razão!!

Depois de ventos e marés no mar Leixonense, que redundaram em fartos rombos na nau Draconiana, é tempo de amainar a tempestade e preparar a visita forasteira a praia Figueirense, mais que nunca urge atalhar caminho e procurar novos ventos com destino aos objectivos traçados no inicio da época. Casa onde não há p(ã)ontos todos ralham e aos adeptos ninguém dá razão!!!

Ultrapassados da pior forma os encontros que muitos julgavam ser de consolidação e cimentariam a liderança, sustentando o objectivo Champions, avizinha-se nova prova de fogo, com a particularidade insofismável de também os restantes embates serem jogados fora de portas. Bem vistas as coisas e fazendo fé no descalabro e na pressão que os nossos sentem a jogar no anfiteatro azul e branco, até pode haver motivos para sorrir, já que as melhores prestações azuis, revelaram ser profícuas além covil do Dragão, tendo sido até tema versado na sempre esperada conferencia de imprensa do Professor, e que tem o condão de nos brindar consecutivamente com o seu discurso monocórdico, pouco audaz e de inegável desconstrução da teoria relativista das coisas.

Mais afoito surgiu a terreiro Vítor Baía, num discurso eloquente, transbordante da mística do Dragão, apelou à união do núcleo portista, não se escusando a pôr o dedo na ferida, apontando baterias ao cerrar das fileiras com vista a série de jogos infernal que se avizinham, ainda que difiram no seu âmago no que respeita ao desenlace final das competições em causa, (Liga dos Campeões é uma prova por objectivos e Kiev deve ser encarado como uma final, o jogo da Taça em Alvalade com o Sporting CP, requer atenção constante visto ser prova a eliminar, já a Liga é uma prova onde ganha quem é mais regular).

O agora director do departamento de relações externas dos Dragões sai também ele em defesa do grupo, realçando contudo que é de cariz importante que os jogadores mais novos comecem desde logo a sentir o que é a marca Porto, que sintam no peso da camisola que envergam, não um entrave e bloqueio a sua qualidade mas sim um catalisador de forças e arreganho interior capaz de os catapultar para outras exibições mais consentâneas com o potencial que se lhes reconhece, apenas e só uma receita pessoal que o próprio usava, com orgulho, mestria e constante dedicação em prol do Clube que sentia ser tão somente como seu. Baía usou como exemplo pontual Rodriguez, dizendo-o ser um jogador à Porto, que encarna a raça, qualidade e o espírito que tanto nos distingue dos demais.

Vai longa a dissertação, potenciada pela água na fervura que foi apontada ao ponto de ebulição cada vez mais efervescente no reino do Dragão, sendo que a minha incumbência se remete para o antever da batalha na Figueira da Foz.

O emblema figueirense é um daqueles em que a historia confunde o objectivo da sua criação com o que agora lhe da notoriedade. Começaram por ser um clube onde a primazia era a prática dos desportos náuticos, tendo submergido em favor do elitismo de outros desportos, bem como de outras actividades de carácter desportivo e lúdico, mormente ao futebol.

Após vários anos a conviver com a realidade de outra divisões que se confunde com a sua secular existência (é presentemente, a quarta colectividade desportiva mais antiga do país, com 115 anos de existência, fundada por curiosidade no longínquo ano de 1893), atingido em 2005/2006 e por direito próprio o patamar mais relevante da principal competição portuguesa, a Liga Betanwin. O seu estádio José Bento Pessoa, ostenta orgulhosamente o seu passado, vivendo, a par da sua massa associativa, intensamente o presente, vendo na sua equipa de futebol perspectivas de um futuro risonho.

Talvez por isso não haja muitos factos sobre os anteriores encontros, (um saldo amplamente positivo em favor dos Dragões na estatística dos quatro confrontos que a história regista), , na época de estreia um herói acidental, César Peixoto, de seu nome, vivia as experiencias do audaz Adrianse e bisava num resultado final de 3-2, onde de premeio a sua eficácia, até as próprias redes lhe serviam de ponto de mira. O último embate dos portistas frente à Naval, saldou-se por nova vitória dos azuis e brancos que só merece referência por ter permitido ao até agora 2ª escolha, Ventura, sagrar-se campeão de Dragão ao peito.

Sem conhecer o sabor das vitórias frente aos portistas, o jogo de Sábado perfila-se como um osso duro de roer, consubstanciando o seu bom arranque, moralizados pela vitória moral trazida da 2º circular, os navalistas deixaram bem patente o seu valor, deixando lactente o espectro de poderem bater o pé ao Dragão, muito ao jeito de não há duas sem três.

Os comandados de Ulisses Morais, (mais um com moral, este até no nome…), são abnegados, simplistas na hora de atacar, possuidores de um conjunto onde para lá das mexidas e algumas remodelações no que respeita ao seu onze, não perdeu a identidade do seu técnico, velha raposa e conhecedor astuto do futebol português, conta já no seu currículo com a experiencia do que é travar o Porto, (2-2 ao serviço do Estoril em pleno palco dos dragões).

A estratégia de Ulisses estará por certo apontada a inconstância e nervosismo do futebol do seu opositor, males aos quais é alheio, não enjeitando por certo o ensejo de perpetuar a “crise” azul. A força do emblema figueirense reside no seu miolo, sempre num registo de grande povoamento onde Bruno Lazaroni acaba muitas vezes a jogar como libero, permitindo a dupla de centrais ficar com um homem livre para as compensações, obstando as investidas dos aríetes contrários. Baradji é outra das peças fulcrais no sempre bem montado esquema do técnico navalista, é ele a unidade responsável por diminuir as distâncias entre sectores sendo o vértice dos equilíbrios, impedindo as superioridades numéricas do adversário, sendo ainda exímio no corte das linhas de passe. No ataque nunca descuram a possibilidade de visar a baliza adversária sempre alicerçada na velocidade de Marcelinho e Marinho, (outro que conhece o sabor de abater Dragões), e na capacidade de passe de Alex Hauw.

A meu ver para além deste atributos que ressaltam do jogo navalista, a um que me parece ser determinante no evoluir deste jogo, tenho ideia que esta batalha Naval poderá ser ganha através do espaço que os anfitriões concedem nas laterais, permitindo grande volume de jogo nas faixas e uma libertinagem desmedida nos flancos que conferem grande aptênçia aos adversários por inúmeros movimentos de rotura entre os centrais e os defesas dessas posições, promovendo grande envolvência e fluxo de jogo na dinâmica ofensiva.

Na verdade isto só é producente, se o criticado mas seguro Jesualdo, despisse o traje de professor e enverga-se a pele de aluno, deixa-se de lado os discursos demagogos e de constante resignação, ou os quase monólogos de parcas palavras do flash interview, onde não obstante as explicações do Prof., do alto da sua sapiência, as novidade nos conceitos futebolísticos chegam por absurdo, à demodé de outras justificações o neologismo é o “atípico”, como justificação para os golos sofridos. Não o problema, não é o dilema da convivência deste Porto com o fantasma do Porto da época anterior. Não o problema não são as dificuldades na gestão das laterais e das obvias dificuldades que o jogo azul e branco tem em abrir nas alas quando sobretudo em posse bola, não as explicações não passam por deméritos e incompetência ou mesmo falta de qualidade das opções tomadas, não!!!

Tudo se resume a uma palavra que em desporto sempre se co-relaciona com as contingências do jogo mas que nunca justificam tudo, Sorte!!!!

Diria que atípico é este Porto de Jesualdo, dermatologicamente falando os erros defensivos saturam, confinam um atópico flagelo na pele da outrora coriácea defensiva do Dragão, que tem o condão de inflamar as cada vez mais agudizantes vozes críticas, inflacionarem o abusivo score de golos sofridos, onde a chamada de Helton aos convocados só promete ajudar a continuação do circo.

Ginecológica e obstetricamente falando Jesualdo deu à luz um Porto fruto de uma gravidez ectópica, onde só ele não vê que a equipa cresce mas fora dos parâmetros normais, retardando o aparecimento do verdadeiro Dragão. As bolas aos postes (nove foram as vezes que barulho estridente do ferro, calou as vozes do golo), sustentam nas palavras do mister a valorização dos processos ofensivos, sem que a sua ideologia comungue de igual apreciação quando confrontado com o mau desempenho do processo defensivo.

A divulgação dos eleitos para a visita a Figueira perspectiva novas mexidas no onze, uma vez mais se denota a incongruência do Professor, ausência de Fucile associada a nula exibição de Lino, abre as portas ao até agora proscrito Bennitez, Pelé surge como outra das opções depois do rotundo falhanço de Meireles no jogo frente ao Leixões e de Fernando ser um dos que ajuda a pagar a factura dos maus resultados, Candeias esse passa directamente de solução para a bancada e Tarik recebe ordem de regresso, possivelmente até para titular, Pedro Emanuel depois de dias a dar a cara nas derrotas poderá ter de dar agora o corpo ao manifesto.

Com Lisandro à bica do quinto amarelo não sei mesmo se não passará na mente de Jesualdo um corte radical para a frente de ataque, ainda que a exclusão de Farias não deixe grande margem de manobra, neste rol de dúvidas só muito possivelmente Tomás Costa, capaz de desempenhar mil e um ofícios nos esquemas de técnico azul e branco, sobreviverá.

Com estes ou com outros é tempo de cisão com os hábitos de derrota recentemente enraizados, é urgente contrariar este recente optimismo que se instalou um pouco por todas estas equipas que agora se agigantam perante nós, é necessária agressividade táctica capaz de nos resgatar do abismo para o qual parecemos caminhar, como tal no relvado figueirense fazendo jus ao nosso melhor 4x3x3, alinharia com Nuno; Sapunaru, Bruno Alves, Pedro Emanuel Emanuel e Benitez; Fernando, Tomás Costa e Raúl Meireles; Tarik, Lisandro e Rodriguez.

Se é verdade que a tradição já não é o que era, este Sábado é tempo de levantar a moral e para tal só um Porto de velhos hábitos, (ambição, empenho, garra, confiança e competência) nos trará os bons costumes, (ganhar, ganhar e ganhar…).

Nota de rodapé, de Pinto da Costa muito se fala mas para o dinamic duo ser uno e completo existe um homem que vive por estes dias a percepção do que é a Vida num Sopro, Reinaldo Teles… esse mesmo, um portista de todas as horas, nunca em tempo algum estes acontecimentos devem ser para uma equipa factores motivacionais extra, mas se há alguém que merece que o Dragão mostre a sua raça, este é um deles, por isso Dragões se não for por mim nem por outros como eu que seja por ti Reinaldo…Allez Porto, Allez…


LISTA DE CONVOCADOS:
Guarda-redes: Helton e Nuno.
Defesas: Sapunaru, Benítez, Lino, Bruno Alves, Rolando e Pedro Emanuel.
Médios: Guarín, Fernando, Raul Meireles, Pelé, Tomás Costa e Lucho González.
Avançados: Lisandro López, Hulk, Mariano González, Tarik Sektioui e Cristian Rodríguez.


# post originalmente publicado no blog
BiBó PoRtO, carago!!
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Comentários (1 postado):

lucho on 01 November, 2008 03:24:21
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Uma vitória na Figueira e tudo ao volta ao normal:)
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